Uma canção de urso


Este livro, muito divertido, conta a história de um papai e de um filhote de urso, que estavam prontos para hibernar. De repente, surge uma abelha, que com o zumbido zzzzzzzzzzzzzzzzzzz atrai o filhotinho. Papai urso, quase hibernando, percebe que a barriguinha do filhotinho não está junto à dele.

Mas, para onde foi o ursinho? Será que ele está correndo perigo?

Para você que tem crianças pequenas em casa, aproveitar esse livro para falar com os pequenos sobre a necessidade de não soltar a mão ao atravessar a rua, ou de não se distanciar do papai e da mamãe, pode ser uma boa pedida!

Aproveite esse momento e faça essa leitura com o seu pimpolho!

Livro: Uma canção de urso


Autora: Benjamin Chaud






Lino

 


"…Quando a caixa abriu, Lino encontrou uma menina que se chamava estrela. Lino não sabia explicar, mas achou aquele nome encantador. Estrela brincou com Lino. Os dois rodopiaram de mãos dadas até ficarem tontos de se deixar cair no chão de tanto rir."



André Neves é um escritor e ilustrador renomado nacional e internacionalmente. Em Lino, trata de maneira singela sobre a perda, a amizade, a distância, a esperança, o consolo, quando o porquinho Lino, que é um brinquedo, perde sua amiga Lua, uma coelhinha que acendia a barriga. Mas um dia, ele também sai da loja de brinquedos e vai para a casa de Estrela. Lá, vive momentos lindos e se emociona quando sua dona lhe mostra a Lua, brilhante e acesa no céu, assim como a barriga de sua amiga coelha. Com um texto delicado e ilustrações expressivas, o leitor ficará emocionado ao ler esta história.





Livro: Lino


Autor: André Neves


Editora: Callis





Os três porquinhos

Em uma floresta moravam com a mãe três porquinhos. Quando já estavam crescidinhos, decidiram ir morar sozinhos, cada um na sua casa. Preocupada, a mamãe os advertiu sobre os perigos de irem morar sem alguém para defendê-los, afinal na região vivia um perigoso lobo mau.

Quando foram erguer as moradias, cada um resolveu fazer de um jeito. O porquinho mais velho, que tinha mais juízo, resolveu construir a casa de tijolos. O porquinho do meio, fez a construção de madeira. Já o porquinho mais novo achou que uma casa de palha era segura.


Certo dia, quando estavam andando pela rua, viram o lobo, que logo saiu correndo atrás deles para os devorar. Para tentar se proteger, cada um correu para a Casa que havia construído... e, quer saber o que aconteceu? É melhor ler o livro junto com as crianças!



Livro: Os três porquinhos


Autora: Joseph Jacobs


Editora: Todolivro


Faixa etária: a partir dos 3 anos





Saúde mental das crianças exige cuidados redobrados na pandemia

 

A psicóloga Marízia Cruz alerta sobre cuidados 


O diretor regional da OMS para a Europa, Hans Henri P. Kluge, em uma coletiva de imprensa respondendo perguntas sobre os efeitos psicológicos da pandemia, disse: "O problema que cada um de nós enfrenta é como gerenciar e reagir à situação estressante que se desenvolve tão rapidamente em nossas vidas e comunidades durante a pandemia. Nossa ansiedade e medos devem ser reconhecidos e não devem ser ignorados, mas melhor compreendidos e abordados."



E, de fato, a pandemia alterou a rotina de adultos e crianças. E isso, logicamente, afeta o físico e, consequentemente, o emocional. Para a psicóloga Marízia Cruz, o mais importante neste contexto é entender que o funcionamento do nosso corpo está diretamente ligado à mente. Se a mente adoece, todo corpo sofre. "As doenças psicossomáticas tem origem na forma como a mente está funcionando. É preciso internalizar que não estamos sós, e que é possível buscar alternativas, com criatividade, para amenizar os efeitos provocados pela pandemia.  É preciso filtrar o que se ouve. Limitar noticiários constantes. É bom se informar, mas cuidando com o tipo e o volume de informações a respeito da Covid-19."



Para Marízia, as crianças precisam de cuidados redobrados nesse período. Ela argumenta que "cabe aos pais, cuidadores, e todos aqueles que convivem com as crianças, buscar entende-las dentro dos seus limites e adentrar no mundo lúdico delas. Brincar, contar histórias, aprender uma música nova, um passo novo de dança, criar um pequeno atelier de artes, preparar juntos uma sobremesa, observar o que elas gostam de fazer e que seja saudável."



Há um excesso de uso de telas neste momento. São aulas online, conversas por videoconferência, além de jogos e televisão. A recomendação da psicóloga é o uso com supervisão e moderação. "Os eletrônicos são excelentes aliados, divertem e aproxima quem está longe, porém, se não houver controle, limites de tempo de uso, poderá afastar quem está perto. É importante o cuidado uns com os outros. Buscar estar sempre juntos, jogando, assistindo a um filme, divertindo-se e reafirmando o amor. Gosto muito de fazer uma analogia entre a vida e o vídeo game. Ambos têm muitas fases. Cada fase vários desafios à serem superados, e, para vencer os desafios, criamos estratégias, recordando das experiências de vitórias nas fases anteriores, que vamos  vencendo, e comemorando."



*Marízia Cruz é psicóloga clínica, graduada em saúde mental e assistência psicossocial.







O livro da paz

 



Quando se fala em paz, a primeira coisa que pensamos é "não à guerra". Mas não é só nesse momento que devemos lembrar da paz. Em O livro da paz do escritor Todd Parr, você vai descobrir que a verdadeira paz está nas pequenas coisas. Sim! Na ajuda ao próximo, na partilha da comida, na manutenção das ruas limpas ou, simplesmente, em tirar uma soneca!



Com frases curtas, diretas e envolventes, o autor nos mostra como é simples e fácil cultivarmos a paz no nosso dia-a-dia. As ilustrações são bem coloridas e divertidas, o que aproxima e chama a atenção da criança e, lógico, dos adultos também. Um livrinho super indicado para falar deste tema com os pequenos.


Com seus traços e palavras simples, Todd Parr vem conquistando crianças de todo mundo. Seus livros já foram publicados em vários países.



Livro: O livro da paz


Autor: Todd Parr


Editora: Panda Books









Alice no país das maravilhas

Imagine se você entrasse numa simples toca de um coelho e fosse parar em outro país, cercado de coisas que, aos nossos olhos, seriam impossíveis: coelho com o relógio no pulso, sempre dizendo estar atrasado; um gato risonho; um chapeleiro maluco, retratado como um homem baixo, com uma cartola grande e acompanhado da Lebre de Março, que é um coelho falante? Imagine, ainda, se você estivesse frente a frente com a Rainha de Copas, uma personagem que acha que pode resolver todos os problemas, simplesmente, cortando as cabeças de quem quer que seja?

Sabe que país é esse e quem está lá? Alice no país das maravilhas! Esta é a nossa dica de hoje. Este clássico teve início em 4 de julho de 1862, quando o autor Charles Lutwidge Dogson, resolveu contar uma história improvisada para entreter três crianças durante um passeio de barco pelo rio Tâmis. Dois anos mais tarde, em 26 de novembro de 1864, o conto foi colocado no papel, com o nome "Alice debaixo da terra". No ano seguinte, em 4 de julho de 1865, a história foi publicada como é conhecida atualmente.


Para quem não sabe, o nome da personagem principal foi escolhido em homenagem a uma das meninas, que se chamava Alice.


Interessante, não é?! Apesar de ter mais de 150 anos, este livro continua encantando as crianças até os dias atuais. Então, que tal aproveitar esta dica e ler com os pequenos?


Livro: Alice no país das maravilhas

Autor: Charles Lutwidge Dogson

Ilustrações: John Tenniel

Editora: Ciranda Cultural










A vaca que botou um ovo

 



A vaca Mimosa não se sentia feliz. Ela andava muito triste por achar que não tinha nenhum dom especial.  Ela não sabia andar de bicicleta, nem fazia estrela, nem plantava bananeira, como as outras vacas. Mas, numa bela manhã, suas amigas galinhas arquitetam um plano para ajudá-la a fazer algo diferente: botar e chocar um ovo. Mas, será que os outros bichos e os donos da fazenda vão acreditar nisso?



No livro A vaca que botou um ovo, o autor Andy Cutbill narra a saga desta linda vaquinha e seus amigos da fazenda. Os bichos, aliás, são muito solidários e  se juntam para tentar, da maneira deles, mostrar que todos eles são especiais!



Aliás, é essa a mensagem que o escritor costura no texto: todos nós temos algo de especial! Um livrinho para ler junto com toda a família.



Livro: A vaca que botou um ovo


Autor: Andy Cutbill


Ilustrações: Russel Ayto


Editora: Salamandra







O Pequeno Príncipe Preto

Valorizar de onde viemos e quem somos. Este é um dos objetivos do livro "O Pequeno Príncipe Preto", que conta a história de um garotinho que vive em um planeta tão, mas tão pequeno, que só cabem ele e uma árvore, chamada de Baobá. À medida que chegam os fortes ventos, o pequeno príncipe consegue viajar por outros planetas, sempre espalhando amor por onde passa, além de sementes da Baobá.

Com uma linguagem muito simples e de fácil compreensão, este livro pode ser um grande aliado para quem deseja conversar sobre a origem de cada um, mas também sobre a alegria de viver. Uma lição: "As amizades também devem ser regadas todos os dias. Nem com muita água, nem com pouca", escreve o autor.

Livro: O Pequeno Príncipe Preto

Autor: Rodrigo França

Ilustrações: Juliana Barbosa Pereira

Editora: Nova Fronteira





Cuidados com os dentes das crianças são fundamentais para uma vida mais saudável

Mayara Ferreira é cirurgiã-dentista e especialista em Odontopediatria
Cuidar e ensinar as crianças a cuidarem da saúde bucal é uma arte que os adultos precisam investir. Mas, investir? Sim, isso mesmo! O investimento, neste caso, além de ser referente à procura de um profissional, é também no que diz respeito ao tempo empregado na hora de escovar os dentes: com paciência, pais e mães podem mostrar aos filhos a necessidade da escovação e assim ajudá-los a reduzir o risco de cárie e de outras doenças.

Para falar sobre estes cuidados, a equipe do Meu Catavento Colorido entrevistou a cirurgiã-dentista e especialista em odontopediatra, Mayara Ferreira (Instagram: @tiamaydentista). Confira este bate-papo:

Meu Catavento Colorido - Qual o melhor método para realizar a escovação dos dentes das crianças pequenas? 

Mayara Ferreira - Crianças na primeira infância (0 a 2 anos) costumam ser bem resistentes quanto à escovação. Mesmo assim, o ideal é se manter firme quanto à necessidade na rotina da criança, para se tornar um hábito de higiene pessoal, como cortar as unhas e tomar banho, por exemplo. No geral, para as crianças de todas as idades, utilizar o “lúdico” também pode ajudar bastante: levar algum brinquedo pro banheiro, deixar que o(a) pequeno(a) escove os dentes do pai ou da mãe, mostrar vídeos e musiquinhas na internet, são algumas opções que funcionam.

Meu Catavento Colorido - Qual o problema mais encontrado nos dentes das crianças? 

Mayara Ferreira- Ainda é a cárie. Existem muitos mitos em torno dessa doença e uma falsa crença de que dente de leite não precisa ser cuidado.

Meu Catavento Colorido - No caso dos bebês que ainda não possuem dentes, quando e como deve ser realizada a higiene bucal? 

Mayara Ferreira- Em bebês pequenininhos, que não possuem dentes, a limpeza das gengivas deve ser feita com gaze ou um pano limpo e água filtrada, uma a duas vezes ao dia. 


Meu Catavento Colorido - Após saírem os primeiros dentes, quais devem ser os cuidados imediatos? 

Mayara Ferreira - Escovação eficiente, no mínimo, três vezes ao dia, com creme dental fluoretado. Este deve conter pelo menos 1100 ppm de flúor, informação que se encontra na embalagem do produto. Se a criança ainda não sabe cuspir: quantidade de 1 grão de arroz. Se a criança já sabe cuspir: quantidade de 1 grão de ervilha.

Meu Catavento Colorido - É comum a gengivite nas crianças? Caso seja, qual é o melhor caminho para realizar o tratamento?

Mayara Ferreira - Não é comum, por ser considerada “doença de adulto”. Nas crianças, a gengivite precisa ser tratada melhorando a quantidade e a qualidade da escovação, além da profilaxia inicial que é realizada no consultório para amenizar os sinais e sintomas da doença.

Meu Catavento Colorido - Qual a importância e quando deve ser a primeira consulta da criança com o odontopediatra? 

Mayara Ferreira- O Odontopediatra é capacitado para orientar os responsáveis sobre vários aspectos ligados à boca da criança: higiene bucal adequada, o que fazer em casa de queda/trauma dentário, prejuízos dos hábitos deletérios que perduram por muito tempo (chupeta, mamadeira, chupar dedo, roer as unhas), troca dos dentes de leite pelos permantes, entre outros. Por isso, quanto mais cedo acontecer essa visita, mais os pais estarão bem direcionados para manter a saúde bucal do seu filho em bom estado.

Meu Catavento Colorido - Que mensagem você gostaria de deixar para os pais e para as mães que estão preocupados com a saúde bucal das crianças? 

Mayara Ferreira - Todas as profissões tem suas especialidades e na odontologia não é diferente: o odontopediatra estuda tudo relacionado à saúde bucal infantil, inclusive os aspectos psicológicos do atendimento. O dentista já carrega o estigma de dor e medo... Isso pode e deve ser evitado, se a criança se adaptar a um profissional desde muito pequeno, com visitas rotineiras recheadas de carinho, brincadeiras e muita confiança. É uma relação que faz a diferença!

Fotos do arquivo de Mayara Ferreira, cedidas e autorizadas para publicação.






A escola do Marcelo





A escola do Marcelo fica perto da casa dele e é o maior barato. Lá, eles brincam e estudam (ciências, história, matemática e até música). Desenham as letras e desenham outras coisas também. Veem ratos de verdade e ratos de mentira, isto é, ratos que só vivem na nossa imaginação. Falam sobre esses ratos imaginários. E falam sobre tudo. Discutem o que é bom e o que é mau. No fim, acho que eles aprendem mesmo é a pensar.



Em mais um livro da série Marcelo, Marmelo, Martelo, o leitor tem a chance de conhecer um pouco da rotina escolar desse personagem tão querido por todo mundo. Em A escola do Marcelo, a aclamada autora Ruth Rocha mostra como as atividades escolares incentivam as crianças a elaborarem  suas próprias ideias e a desenvolver o raciocínio e a criatividade, partindo da compreensão de que a construção do conhecimento na escola passa pela linguagem científica, pela ficção, pelos jogos individuais ou em grupo.



Um lindo livrinho para nos fazer pensar na importância dos anos escolares na vida dos nossos pequenos!



Livro: A escola do Marcelo


Autora: Ruth Rocha


Editora: Salamandra






A cor de Coraline


Ensinar as crianças que todos são iguais é uma verdadeira missão dos pais, padrinhos, avós e tios. Todos, absolutamente todos, são iguais! Não importa a raça, a condição social, a religião ou a cor da pele. Para dar início à essa conversa, que tal um livro? A cor de Coraline pode te ajudar a percorrer esse caminho junto com os pequenos.


Coraline é uma menina que ouviu do Pedrinho a seguinte pergunta: "me empresa o lápis cor de pele?". 

Na caixa de lápis de cor haviam 12 diferentes cores. Então, qual seria o lápis cor de pele? Foi aí que Coraline repassou todas as cores ao Pedrinho e descobriram algo maravilhoso: a cor da pele é bonita, seja ela qual for!

Livro: A cor de Coraline

Autor: Alexandre Rampazo

Editora: 

Rocco





Zezé e o pé de laranja lima

 



"A gente vinha de mãos dadas, sem pressa de nada pela rua. Totóca vinha me ensinando a vida. E eu estava muito contente porque meu irmão mais velho estava me dando a mão e ensinando as coisas. Mas ensinando as coisas fora de casa. Porque em casa eu aprendia descobrindo sozinho e fazendo sozinho, fazia errado e fazendo errado acabava sempre tomando umas palmadas."



Assim, começa a narrativa da história de Zezé, no livro Meu Pé de Laranja Lima. Um menino nascido em uma família muito pobre, que cria um mundo de fantasia para se refugiar de uma realidade áspera, muitas vezes hostil. Nesse contexto é que um pé de laranja-lima se torna seu confidente, a quem conta suas travessuras e dissabores.



Meu Pé de Laranja Lima é um livro do escritor brasileiro José Mauro de Vasconcelos. Publicado pela primeira vez em 1968, é um grande clássico da literatura brasileira adaptado para o teatro, televisão e cinema, que influenciou gerações! Eu mesma, li a primeira vez quando tinha uns doze anos.



Uma curiosidade: é um dos livros mais vendidos do Brasil, com cerca de 2 milhões de cópias e já foi traduzido para mais de 50 idiomas. Com certeza vale à pena compartilhar a leitura com nossos pequenos!



Livro: Meu Pé de Laranja Lima


Autor: José Mauro de Vasconcelos


Editora: Melhoramentos


Gênero: Aventura/drama







Chapeuzinho Vermelho

A dica de leitura de hoje é um clássico. Aliás, ouso perguntar: quem nunca ouviu a história da Chapeuzinho Vermelho? E quem, quando criança, nunca escutou: "Está vendo o que aconteceu? Se a Chapeuzinho tivesse obedecido à mamãe... ela não teria se encontrado com o lobo mau"? É praxe, né?! Acho que quase todas as mães aproveitam esse livro para chamar a atenção dos filhos sobre os perigos que os cercam.


Então, que tal aproveitar o fim de semana que já bate à porta e pegar este livro para ler com os pequenos? Pode ser uma excelente oportunidade de conversar sobre vários assuntos, entre eles: não falar com estranhos, sempre obedecer aos pais, sempre seguir pelo bom caminho, contar à família o que acontece no dia a dia, cuidar dos mais velhos, cumprimentar as pessoas, responder com educação... e por aí vai!


Embora já tenha passado por várias releituras, "Chapeuzinho Vermelho" continua encantando as crianças; e este exemplar que estamos indicando, além de contar a história, apresenta quebra-cabeças, tornando a leitura ainda mais divertida.


Ah, se tem um livro que eu guardei na memória e que marcou a minha infância, foi este! Aproveita e conta pra gente qual o livro que mais te marcou.


Livro: Chapeuzinho Vermelho

Autor: Santos, Suelen Katerine A.

Formato: Livros com quebra-cabeça

Faixa etária: A partir dos 3 anos

Editora: 

Todolivro






Alimentação infantil e pandemia


Em tempos de pandemia, crianças mais tempo em casa, naturalmente há um impacto nas rotinas habituais e isso pode acabar afetando a alimentação dos pequenos também. Acordar mais tarde, dormir mais tarde, excesso de acesso a tecnologias, são situações comuns neste período atípico. Uma pesquisa feita pela Sociedade brasileira de Pediatria (SBP) e pela Federação das Sociedades de Ginecologia e Obstetrícia (Febrasgo), revelou alterações no comportamento das crianças durante a pandemia. O levantamento foi realizado através de questionário online, entre 20 de julho e 16 de agosto, e ouviu 1.525 profissionais - 951 pediatras e 574 ginecologistas e obstetras - de todo o país.


De acordo com o estudo, 75% dos médicos relataram que os pacientes apresentaram oscilação de humor, como uma criança que era extrovertida e ficou retraída ou vice-versa. Em seguida, as mudanças mais notadas pelos pediatras nos pacientes durante a pandemia foram ansiedade, irritabilidade, depressão, agitação, insônia, tristeza, agressividade e aumento de apetite.

Muitos pais têm relatado que as crianças estão comendo mais em razão da ansiedade gerada pelo confinamento. Quais são as recomendações nesses casos? Em entrevista ao  Meu Catavento Colorido, a nutricionista Patrícia Rios fala sobre essas e outras questões.

Meu Catavento Colorido: Quais os impactos reais que a pandemia provocou na alimentação dos pequenos?

Patrícia Rios: O distanciamento imposto pela pandemia provocou algumas alterações no nosso comportamento em geral, inclusive na rotina alimentar. Na infância, a diminuição da prática de atividades físicas e o fator emocional associado à condição de isolamento, sem poder ter contato com outras crianças, acaba gerando irritabilidade e desconforto, intensificadas pelas alterações significativas nas rotinas. Nesse contexto, a utilização de alimentos com boa qualidade nutricional, é de fundamental importância, já que a ingestão de alimentos com excesso de açúcar, por exemplo, tende a agravar esse quadro. Os pais devem ainda ter o cuidado de trazer as crianças para a cozinha, envolvendo-as no planejamento e na preparação das refeições. Isto é extremamente importante para promover a educação dos hábitos alimentares para o consumo de alimentos saudáveis, como é o caso das frutas, das verduras e dos legumes.

MCC: Como os hábitos alimentares dos pais podem interferir, seja positivamente ou negativamente, na saúde e qualidade de vida dos filhos?

Patrícia Rios: Os pais possuem importante papel na formação do hábito alimentar infantil. As escolhas alimentares parentais, em relação à quantidade e qualidade dos alimentos podem determinar o comportamento alimentar das crianças, já que, especialmente nos primeiros anos da infância, os filhos tendem a reproduzir as ações de seus familiares. As práticas alimentares infantis têm sido caracterizadas por um consumo excessivo de alimentos de alto valor energético, com excesso de gordura, sal e açúcar, enquanto a ingestão de bons alimentos como as frutas e hortaliças, estão bem abaixo do recomendado. O consumo de alimentos pelas crianças normalmente está relacionado à disponibilidade domiciliar, e também está diretamente associado ao seu estado de saúde atual e nos anos futuros. 

MCC: Em um cenário no qual se valoriza as comidas rápidas, as chamadas fast foods, na hora de fazer compras, o que seriam boas escolha para a alimentação das crianças?

Patrícia Rios: Evite levar as crianças ao mercado, além de não ser recomendado por conta da pandemia, os adultos conseguem ter mais liberdade para escolher os alimentos que irão comprar. É importante fazer uma lista de compras para facilitar um planejamento alimentar saudável, que dê prioridade a alimentos frescos como frutas, legumes e verduras da estação, pois são mais baratos, nutritivos, e normalmente mais saborosos.

MCC: Comidas fast food nas entregas em domicílio e nos drive-thru foram muito comuns no ápice da pandemia, as pessoas em geral acham mais prático e barato. É mito ou verdade que alimentação saudável custa mais caro?

Patrícia Rios: Mito! Devido às propagandas televisivas e a facilidade de acesso a esses alimentos industrializados, virou senso comum a crença em que ter uma alimentação saudável custa caro, mas é necessário quebrar esse tabu que, na maioria vezes, serve apenas como uma desculpa para não se alimentar bem. As pessoas automaticamente ligam os produtos saudáveis ao pão sem glúten, a produtos diet ou light, mas a verdade é bem distante disso. A alimentação saudável é aquela do “mato” mesmo, a que podemos ter no fundo de casa, como frutas, verduras, leguminosas e raízes; são os alimentos mais naturais possíveis, com a maior qualidade nutricional, poder antioxidante e anti-inflamatório.

MCC: O que pode, de forma prática, na sua opinião, ajudar no combate á obesidade infantil?

Patrícia Rios: Quando se fala em obesidade infantil, a primeira coisa que vem à cabeça são os hábitos alimentares da criança. Isso não só deve ser pontuado, como é muito importante, já que a saúde e estrutura do nosso corpo é um reflexo da qualidade dos alimentos que ingerimos; não é atoa que a frase “você é aquilo que come” se tornou tão banal, ela traduz de uma forma simples a relação do nosso corpo com os nutrientes que recebe. Além dos hábitos alimentares, é preciso analisar o estilo de vida da criança como um todo. Ela é sedentária? Tem uma boa rotina de sono? Quais são suas atividades de lazer? O que ela está consumindo? Essas são perguntas que os pais precisam se fazer para criar uma rotina para seus filhos que não favoreça o desenvolvimento dessa doença. 

Não há problema em comer pratos mais calóricos de vez em quando, desde que isso seja uma exceção e não a regra. Selecionei abaixo algumas dicas de cuidados com a alimentação infantil durante a quarentena:

Crie uma rotina de alimentação, com horários definidos para cada refeição, pois isso reduz o risco de a criança querer comer lanches e doces durante o dia para “enganar” o estômago.

Não ofereça alimentos direto do pacote, especialmente industrializados como bolachas e salgadinhos. Divida os produtos em potes separados para limitar a quantidade que a criança irá comer e evitar exageros.

Se possível, realize algumas refeições em família, com todos sentados juntos para comer, para que a hora da refeição também se torne um momento agradável e prazeroso.

Deixe frutas prontas para consumo à disposição da criança nos momentos em que a fome bater entre as refeições. Lembre-se de lavar bem os alimentos antes do consumo.

Ofereça água, muita água! Isso vale para os adultos também. Tente se lembrar de tomar água com frequência e, sempre que beber, ofereça também às crianças. Existem aplicativos de celular que ajudam enviando lembretes.





Como eu me sinto

 



Sentimentos como ciúme, raiva, medo e tristeza fazem parte da nossa natureza humana e não podemos deixar de senti-los. Estão presentes em nossas vidas desde que nascemos. Conforme crescemos, vamos aprendendo maneiras de expressá-los, mas, muitas vezes, essa tarefa de administrar os sentimentos não é fácil. 



A educação sobre como identificar e lidar com nossas emoções (especialmente as desagradáveis e assustadoras) é tão importante como outros aprendizados. Na coleção Como Eu Me Sinto, a terapeuta Cornelia Maude Spelman usa uma linguagem simples e tranquila para ajudar crianças a compreender e lidar com seus sentimentos e a relacionar-se bem com os outros. Muito oportuno este tipo de leitura no tempo em que vivemos!



Livro: Como eu me sinto quando estou com... ciúmes


Autor: Cornelia Maude Spelman


Editora: Todo Livro


Gênero: Autoajuda



O batalhão das letras

A nossa dica de leitura de hoje é uma verdadeira obra literária, escrita por Mário Quintana. Aliás, é importante ressaltar que esse foi o primeiro livro, deste autor, voltado para o público infantil.

Originalmente publicada em 1948, a obra mescla o alfabeto e a poesia, ora destacando as formas gráficas das letras, ora os fonemas. Este livro apresenta 28 estrofes que associam o alfabeto e o ambiente infantil.



Quer saber? Vale muito a pena adquirir um exemplar e deixar as crianças mergulharem!



Livro: O Batalhão das Letras

Autor: Mário Quintana

Ilustrador: Marília Pirillo

Gênero: Ficção




Malala, a menina que queria ir para a escola!

 





Malala Yousafzai quase perdeu a vida por querer ir para a escola. Cresceu entre os corredores da escola de seu pai, Ziauddin Yousafzai, e era uma das primeiras alunas da classe. Quando tinha dez anos, viu sua cidade ser controlada por um grupo extremista chamado Talibã. Armados, eles vigiavam o vale noite e dia, e impuseram muitas regras.



Proibiram a música e a dança, baniram as mulheres das ruas e determinaram que somente os meninos poderiam estudar. Mas Malala foi ensinada desde pequena a defender aquilo em que acreditava e lutou pelo direito de continuar estudando. Ela fez das palavras sua arma.



No livro, Malala, a menina que queria ir para a escola, a jornalista Adriana Carranca apresenta às crianças a história real dessa menina que, além de ser a mais jovem ganhadora do prêmio Nobel da Paz, é um grande exemplo de como uma pessoa e um sonho podem mudar o mundo. O livro conta ainda com as belas ilustrações da Bruna Assis Brasil! Imperdível!



Livro: Malala, a menina que queria estudar


Autora: Adriana Carranca


Ilustradora: Bruna Assis Brasil


Gênero: Biografia





Quem soltou o PUM?


Calma! Não é nada disso, pessoal! Não estamos aqui perguntando sobre quem soltou uma flatulência hahahaha. Na verdade, o título deste livro quer saber quem foi a pessoa que teve a coragem de soltar um lindo e sapeca cachorrinho chamado Pum.


Se um pum pode gerar problemas, imagina se ele é um cachorro brincalhão e que faz muito barulho?! Quando ele escapa, aí não tem jeito! É nesse tom divertido que a autora Blandina Franco leva a imaginação das crianças às nuvens. 

Bom, mas nós ainda queremos saber: Quem soltou o PUM?


Aproveite esta dica de leitura, chame as crianças e divirtam-se!


Livro: Quem soltou o Pum?

Autora: Blandina Franco

Ilustrador: José Carlos Lollo

Gênero: Ficção





O que faz um monstrinho feliz?




O que faz uma criança feliz? A resposta pode surpreender a maioria dos pais. Segundo especialistas em desenvolvimento infantil, felicidade não é algo que se possa dar a um filho como se fosse um presente, algo material. Com paciência, amor e flexibilidade, todo pai e toda mãe possuem mecanismos para formar a base de uma vida com felicidade para os filhos.



Nesse livrinho, de uma forma sensível, o escritor Hugo Fabricio de Medeiros mostra como pode ser descomplicado fazer seu filho feliz. Ele usa a figura do "monstrinho" que dá título ao livro e que está infeliz e busca em conselhos, através dos amigos a chave para a felicidade.



O monstrinho ensina como seu filho pode ser feliz com pequenas atitudes. Mostra como as crianças sendo felizes, serão adultos felizes, bons, que saberão dar valor as coisas, aos sentimentos, as pessoas. Algo para os pais refletirem sobre o que ensinar aos seus pequenos ou pequenas.



Nada como aliar diversão e aprendizado que vão servir para fortalecer os vínculos entre pais e filhos. Ótima leitura!




365 histórias para dormir


Olá! É uma alegria estarmos de volta e podermos compartilhar com você lindas e doces histórias encontradas em diversas literaturas infantis. Mas, antes, uma pergunta: seu filho ou filha tem dificuldades para dormir? Que tal ler um livro junto com eles?!

Então, a primeira dica deste recomeço é: 365 histórias para dormir. Voltado para crianças com idades entre 3 e 5 anos, este livro apresenta 365 histórias diferentes, de personagens da Disney, e que pode ajudar a embalar o sono dos pequeninos durante todo o ano. Imagine ter uma história nova para cada dia?!


Entre os personagens deste livro, dividido em três volumes, estão "Alice no país das maravilhas, "Cowboy", "Lilo & Stitch", "Dumbo", "Carros", princesas e fadas e muito mais!


Aproveite esta dica de leitura e ajude a sua criança a viver muitas aventuras!





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