Primeiros animais: tocar e sentir

Você já observou como os bebês são curiosos, gostam de pegar em tudo, de subir em todos os lugares? Você também sabia que tocar em objetos com diferentes texturas ajuda os pequenos no que diz respeito ao aprendizado?

Pois é! Além de aprender com mais facilidade, ao tocar em texturas diversas a criança também tem a oportunidade de desenvolver a memória. E é pensando nisso que a nossa dica de hoje é o livro Primeiros animais: tocar e sentir. 

Nesta obra, os meninos e as meninas terão a oportunidade de conhecer os animais pelas cores e texturas. 

Vale a pena conferir! 

Livro: Primeiros animais: tocar e sentir 

Editora: Yoyo Books; 1ª edição (1 abril 2018)








Atividades físicas são fundamentais para o bom desenvolvimento das crianças

Seus filhos, netos, sobrinhos ou afilhados costumam praticar atividades físicas? Você sabe da importância? Para se ter uma ideia de como é fundamental para o bom desenvolvimento, a Organização Mundial da Saúde (OMS) recomenda que crianças dos 2 aos 5 anos façam duas horas de atividade física, pelo menos; e aquelas com idades entre 6 e 17 anos devem se exercitar uma hora por dia (de domingo a domingo).

Para falar sobre este assunto importantíssimo não só para a saúde do corpo, mas também para a saúde da mente dos pequenos, o Meu Catavento Colorido entrevistou a professora Maria Clara Moraes, que é profissional de Educação Física (CREF 5557 G/BA), pós-graduada em Educação Física Adaptada e criadora do perfil no Instagram Crescer em Movimento. Confira este bate-papo:

Meu Catavento Colorido - Qual a importância da atividade física para as crianças?

Professora Maria Clara Moraes - Antes de tudo vou explicar que existe uma diferença de conceitos entre atividade física e exercício físico. A atividade física é qualquer movimento que a pessoa faz de forma intencional (voluntária), mas sem planejamento. Por exemplo: lavar louça, pentear os cabelos, caminhar no shopping, brincar... Já o exercício físico é todo movimento planejado e estruturado a fim de atingir determinados objetivos: melhoria da capacidade cardiorrespiratória, aumento da força, flexibilidade etc. Embora conceitos diferentes, os dois são muito importantes para a manutenção da saúde de qualquer pessoa, inclusive crianças.

Muitos estudos afirmam que crianças com um estilo de vida saudável têm mais possibilidades de se tornarem adultos fisicamente ativos, prevenindo ou atrasando o aparecimento de doenças crônico-degenerativas, como obesidade, hipertensão e diabetes. Além disso, estimular a prática de atividades físicas é oportunizar vivências que vão contribuir para o aumento de seu repertório motor (coordenação motora ampla e fina, tônus muscular, equilíbrio, lateralidade, esquema corporal).

Meu Catavento Colorido - De que forma a atividade física colabora para a saúde mental das crianças?

Professora Maria Clara Moraes - Nesta resposta vou substituir a expressão “atividade física” pelo “brincar”, que é uma forma de atividade física. A criança nasceu para brincar. Ela é ávida por brincadeiras, pois é assim que ela se desenvolve.

Para Sigmund Freud, a brincadeira possuía um papel importante no desenvolvimento emocional das crianças. Ele acreditava que através das brincadeiras as crianças seriam capazes de remover sentimentos negativos associados a acontecimentos traumáticos.

Brincar é um processo profundo no qual a criança aprende habilidades sociais, passa a entender sobre limites, a resolver problemas, desenvolver autonomia e autoestima. Além de melhorar a qualidade do sono e de sua qualidade de vida de forma geral.

Meu Catavento Colorido - Quais são os primeiros passos para que as crianças possam iniciar alguma atividade física?

Professora Maria Clara Moraes - Escutar a criança. É importante que ela demonstre interesse em praticar alguma atividade. Ela não está ali para atender as expectativas dos pais. Então, não adianta forçar uma menina a fazer ballet se ela não gosta de estar ali. É preciso ter prazer no que está fazendo. Se ela gostou do que fez, ela vai querer voltar.

Meu Catavento Colorido - Quais são os impactos da falta de atividade física na infância?

Professora Maria Clara Moraes - O comportamento sedentário é um fenômeno que ocorre mundialmente com a chegada das novas tecnologias (tablet e celulares) e também atinge as crianças. Além disso, não se pode mais brincar na rua como antigamente e o impacto disso é o aumento de casos de obesidade infantil e a carência em desenvolver habilidades cognitivas, motoras e sociais, tão importantes na infância. Limitar o mundo da criança em apenas conteúdos escolares e ao “tempo de tela” é fechar uma janela de oportunidades para seu desenvolvimento pleno como ser humano.

Meu Catavento Colorido - Que mensagem você gostaria de deixar para os pais?

Professora Maria Clara Moraes - É importante ter tempo de qualidade com os filhos. Se permita estar presente plenamente quando estiver junto e sem se distrair com os celulares. Aconselho menos brinquedos e mais brincadeiras. Entendo que muitos pais tentam substituir suas ausências, por diversos motivos, ofertando muitos brinquedos, mas essa atitude não ajuda a criança, só faz com que elas queiram sempre mais, gerando uma eterna insatisfação. Tentem esgotar todas as possibilidades desse material antes de passar para um próximo. Isso estimula as crianças a serem mais criativas.

Criem atividades junto com seus filhos, pintem, dancem, explorem diversos ambientes, alturas e texturas, jogos de imitação e faz de conta. Brincar é vínculo e afeto. Se conecte com a sua criança interior e com a(s) criança(s) que vocês tem em casa.



Alfabeto de histórias

 



 

Um livrinho que convida as crianças para uma leitura cheia de significados. Para cada letra do alfabeto, o autor Gilles Eduar criou uma história engraçada e cheia de brincadeiras. Os textos curtos trazem o máximo de palavras com a letra em questão, sempre mostrando bichos em situações fora do comum.



Além disso, o autor propõe atividades para o leitor interagir com o livro e relacionar texto e imagem. Cada história acompanha uma ilustração que esclarece palavras desconhecidas do leitor e inclui situações diversas que possibilitam a criação de novas cenas.

Sua criança vai enxergar o “abecê” por um novo prisma!



Livro: Alfabeto de histórias



Autor: Gilles Eduar



Editora: Ática





O menino que tinha medo de errar


Era uma vez um menino chamado Pedro, que tinha muito medo de errar. Por causa desse sentimento, Pedro preferia ficar sempre sozinho, longe dos amigos, para não correr o risco de fazer alguma brincadeira de mau gosto.Quando ia para a escola, Pedro ficava super nervoso, porque naquele ambiente era muito mais fácil cometer erros, fosse na sala de aula, fosse na hora do recreio. Mas, o que fazer para mudar esse medo que o Pedro sentia? Foi necessária a ajuda de uma fada para que o menino pudesse experimentar muitas aventuras. Mergulhe nesta aventura!

 




Livro: O menino que tinha medo de errar



 

Autor: Andrea Viviana Taubman



Editora: Zit; 1ª edição (1 abril 2012)

 



Faixa etária: Acima dos 6 anos



Aqui estamos nós

 



Com a chegada de um novo ano, um novo ciclo começa! Muitos refletem sobre metas e novas possibilidades. Muitos se preocupam com o futuro do planeta. Uma coisa é certa. Todos nós partilhamos uma grande casa chamada Terra e precisamos cuidar dela. No livro Aqui estamos nós, o autor e ilustrador Oliver Jeffers nos convida a refletir sobre o imenso planeta que nos acolhe e, principalmente, sobre a vida que levamos nele.



As ilustrações colaboram muito para o desenrolar de todas essas explicações. Coloridas e graciosas, elas ajudam o pequeno leitor a visualizar as diferentes perspectivas do planeta, que ora é representado na imensidão do espaço sideral, ora na imaginação de um recém-nascido curioso. E, dentre tantas importantes reflexões, uma delas com certeza ficará mais forte na mente do jovem leitor: não estamos sozinhos aqui. Como uma gota no oceano, somos apenas um entre os bilhões de seres vivos que vivem sobre a Terra. Assim, fica fácil compreender por que partilhar, tolerar e respeitar são verbos fundamentais para o nosso manual de sobrevivência!



Um lindo livrinho, com uma importante mensagem para os nossos pequenos! Não deixem de ler!



Livro: Aqui estamos nós


Autor: Oliver Jeffers


Editora: Salamandra





Alvinho e os presentes de Natal

Quando vai se aproximando o Natal, as crianças começam a pedir e a imaginar o que vão ganhar de presente, não é mesmo?! Embora nós adultos tenhamos consciência de que o verdadeiro sentido do Natal é o nascimento do Menino Jesus, acabamos cedendo aos olhinhos esperançosos dos meninos e meninas que fazem parte das nossas vidas e, com frequência, fazemos a seguinte pergunta: "o que você quer ganhar de Natal?".

Com Alvinho não é diferente! Ele ama ganhar presentes e não cansa de pedir aos pais. E foi assim que na noite do Natal Alvinho sonhou que ganhou tantos, mas tantos presentes que eles não cabiam no quarto. Mas, quando acordou, havia ganhado apenas um... e então, o que será que aconteceu? Descubra neste maravilhoso livro "Alvinho e e os presentes de Natal.



Livro: Alvinho e os presentes de Natal - Coleção Aventuras de Alvinho



Autora: Ruth Rocha



Editora: FTD, 1996





Como cuidar dos cabelos das crianças?

 

A cabeleireira Graça de Sá alerta sobre cuidados


Quem cuida de crianças, geralmente tem inúmeras dúvidas quando o assunto é o cuidado com o cabelo infantil. E realmente ainda há pouca informação sobre esse universo. No entanto, é muito importante falar sobre esse assunto. Principalmente porque os cabelos dos pequenos são mais sensíveis e finos, exigindo procedimentos bem mais delicados do que os dos adultos.



Muitos, infelizmente, tratam os cabelos das crianças com o mesmo arsenal de produtos destinados à adultos. Alguns pais ou cuidadores recorrem a “tratamentos” transformadores, principalmente em cabelos crespos e cacheados. A terapeuta capilar Graça de Sá, cabeleireira há 35 anos,  afirma que isso é um erro. “O couro cabeludo da criança é mais sensível. A camada protetiva da pele ainda está em formação. Além disso, essa região é muito vascularizada e acaba absorvendo o produto químico que por sua vez pode causar alergias, ferimentos e intoxicação. Produtos para alisamento a base de amônia, hidróxidos e formol podem deixar o frágil cabelo infantil quebradiço e opaco. Também usar coloração pode causar danos, pois os produtos não têm segurança estabelecida para o uso em crianças. O ideal é esperar até os 12 anos”, afirma.



Crianças correm e brincam o tempo todo. O suor pode causar coceiras e oleosidade. Graça frisa a importância da lavagem diária ou pelo menos a cada dois dias. “Aproveite o momento da lavagem para desembaraçar os fios. Evite pentear o cabelo seco. Por serem fininhos, os fios tendem a embaraçar. Isso, além de incomodar a criança, poderá ocasionar a quebra. Para facilitar o pentear, use um creme específico ou leave-in. Esses finalizadores protegem o cabelo, minimizam o excesso de volume, alinham o frizz (aqueles fiozinhos mais rebeldes) e, se for o caso, definem os cachos”, aconselha.


Imagem de alexramos10 por Pixabay 


A oferta de produtos específicos para os fios infantis tem crescido no mercado. “Hoje, conseguimos encontrar boas marcas mesmo em farmácias e supermercados. Algumas linhas já são tradicionalmente conhecidas e confiáveis, como por exemplo a Johnson & Johnson, Turma da Mônica e os da marca Natura. O importante é que os produtos deverão ser testados dermatologicamente para o público infantil e possuir uma composição mais suave e pH equilibrado”, orienta.



Então, mamães e papais, basicamente, precisamos ficar de olho se o produto é desenvolvido para crianças, dermatologicamente testado, hipoalergênico e destinado para o tipo de cabelo da nossa criança!



*Graça de Sá é cabeleireira, especialista em colorimetria e terapia capilar.





Gildo e os amigos no jardim






Gildo é um carismático elefantinho que ama andar de bicicleta, regar as flores, fazer piquenique e brincar na piscina. Sempre em boa companhia, ao lado do passarinho Paulo, da charmosa hipopótamo Verinha, do macaco João e da girafa Catarina, Gildo vive altas aventuras. Em Gildo e os amigos no jardim, o elefantinho mostra o valor das amizades e reforça a importância de características como a amabilidade, a simpatia e, acima de tudo, a coragem.



Gildo é um dos personagens mais famosos da autora e ilustradora Silvana Rando. A saga do elefantinho já vendeu mais de 55 mil exemplares desde o seu lançamento e rendeu a sua autora o prêmio Jabuti de Melhor Ilustração Infantil em 2011.



Maravilhosa dica de leitura para todas as idades!



Livro: Gildo e os amigos no jardim


Autora: Silvana Rando


Editora: Brinque-Book





Ou isto ou aquilo

 


A vida é feita de escolhas, já diziam as nossas avós. E não é que eleas estavam certas? Todos os dias somos convidados a escolher entre uma coisa e outra; entre um caminho e outro; entre uma comida e outra; entre um meio de transporte e outro; entre descansar ou aproveitar e adiantar os trabalhos; entre estudar e brincar... e assim vai!

Ou isto ou aquilo! Este é o título do livro escrito pela conhecida escritora Cecília Meirelles. Publicada em 1964, a obra continua atual e encantando crianças e adultos. No caso dos pequenos, a leitura deste livro pode ajudar no processo de discernimento. Conversando com os meninos e meninas, a partir desta obra, é possível apontar caminhos e ajudá-los a escolher entre o bem e o mau, entre a alegria e a tristeza: Ou isto ou aquilo.



Livro: Ou isto ou aquilo



Autora: Cecília Meirelles



Ilustrador: Odilon Moraes



Editora: Global Editora



Lançamento: 1964 (1ª edição); 2012 pela Global Editora







Histórias de Polliana


Comer, brincar, dormir, ir à escola, ir ao parque... rezar! As crianças também precisam aprender a falar com Deus, a agradecer! Pensando nisso, Polliana Guimarães Jardim escreveu um livro que é de criança para criança. Intitulado "Histórias de Polliana", a autora mostra aos pequenos a importância da oração, a partir da experiência que vivencia diariamente com a própria família.


Com uma linguagem leve e divertida, o livro apresenta, também, espaço para desenhar, pintar, além de caça-palavras e outras histórias, como sobre ter irmãos. Vale a pena conferir!


Livro: Histórias de Polliana


Autor: Polliana Guimarães Jardim


Editora: Canção Nova

Indicação: de 5 a 8 anos


O porcão

 




Vocês conhecem o Chovinista? Ele é o porquinho do Cascão! Apesar de um pouco inusitado para uma criança ter um porco como mascote, para Cascão é a companhia perfeita: divertido, esperto e carinhoso, nunca deixa seu dono na mão. Mas às vezes ele se envolve em grandes confusões!!



Nesse “gibizão” da Turma da Mônica, Cascão salva Chovinista que quase foi atropelado por um caminhão. Os dois caem numa poça, e Cascão fica enlameado e desacordado. A Fada Madrinha do porquinho aparece e salva Cascão, mas ela se engana e o transforma em um porco enorme! Que confusão!



Quer saber o final dessa aventura? Leia Turma da Mônica: O porcão.

Suas crianças vão amar!



Livro: Turma da Mônica: O porcão


Autor: Maurício de Souza Produções


EditoraMelhoramentos





Estresse infantil: conheça os sintomas e saiba como lidar com este problema durante o período da pandemia

Choro, insônia e falta de apetite são alguns dos muitos sinais de que uma criança está passando por um momento de estresse. Este distúrbio que acontece, geralmente, diante de situações difíceis, tem se tornado cada vez mais comum entre os pequenos, de modo especial neste tempo de pandemia, já que meninos e meninas precisaram ficar mais tempo dentro de casa e longe dos amiguinhos.


Mas, você sabia que, com a ajuda de um profissional, ou com atitudes aparentemente simples, é possível diminuir o estresse dos meninos e das meninas? Para falar sobre este assunto, a equipe do Meu Catavento Colorido entrevistou a psicóloga Cynthia Julie Valadão. Confira o bate-papo!



Meu Catavento Colorido - Quais são os principais sinais de que uma criança está estressada e como os adultos podem lidar com o estresse infantil?



Cynthia Julie Valadão - Os principais sinais na criança são a irritabilidade, o choro excessivo, dificuldade de concentração, medo (incluindo o medo da doença), pesadelos, falta de apetite, insônia e uma vontade maior de estar a todo tempo ao lado dos pais, como resultado da insegurança de ficar sozinho. É necessário que, antes de tudo, os adultos compreendam que essas reações são resultado do grande período de isolamento e que, a partir disso, acolham essa criança, compartilhem momentos de brincadeira e escuta dos sentimentos desta criança.



Meu Catavento Colorido - Neste período de pandemia, tem sido muito comum ouvir pais e mães reclamando de crianças estressadas. Assim, o que os adultos podem fazer para diminuir o nervosismo dos pequenos que estão mais tempo dentro de casa e sem contato com outras crianças?



Cynthia Julie Valadão - O primeiro passo é manter a criança acolhida e segura. Informá-la sobre o que estamos passando, de acordo com sua idade (o que é a doença, porque precisamos do isolamento, formas de prevenção), para que sua insegurança e ansiedade em relação a isso diminua. Depois, compartilhar momentos de brincadeira, onde a criança se desenvolve e aprende, de forma lúdica, conseguindo também, a partir do brincar, interpretar e expressar o que está sentindo e vivenciando. Jogos que envolvam a corporeidade são bastante significativos nestes momentos. Além disso, é importante que os adultos permitam que a criança fale sobre o que está sentindo. Esse espaço de escuta, faz com que ela se sinta compreendida e possa trabalhar melhor estas emoções que vem vivenciando. Por fim, mas igualmente necessário, está a tentativa de manter a rotina da maneira mais organizada possível e manter o contato, mesmo que virtual, com pessoas que tem laço afetivo com a criança.



Meu Catavento Colorido - Qual a diferença entre estresse, ansiedade e nervosismo infantil?



Cynthia Julie Valadão - O nervosismo é uma sensação temporária, que tem seu fim a partir do momento que o estresse desaparece. O estresse é a reação do nosso corpo a uma situação de tensão. Com isso, são desencadeadas reações químicas e fisiológicas que alteram o funcionamento do corpo. Já a ansiedade, é uma reação normal do organismo para adaptar-se a novas situações. Quando em excesso, esta ansiedade pode acabar prejudicando a capacidade de se adequar e a execução de tarefas dessas pessoas, gerando um "estado nervoso contínuo", o que pode caracterizar um transtorno.



Meu Catavento Colorido - A atividade física é grande aliada na solução de problemas físicos e psicológicos. No caso do estresse, mas levando em consideração o isolamento social, quais são os tipos de atividades indicadas para ajudar as crianças sem precisar sair das casas?



Cynthia Julie Valadão - Atividades lúdicas são a melhor pedida neste momento. E, principalmente, atividades que usem o corpo, como pular cordas, amarelinha, esconde-esconde e circuitos de exercícios. Se as crianças puderem manter as atividades físicas que já faziam, mesmo no modo online, é de grande valia. Outra grande dica é inserir as crianças nas atividades domésticas, de acordo com a idade, de forma que ela compreenda a importância da tarefa que faz e faça parte da rotina da família.



Meu Catavento Colorido - Os aparatos tecnológicos estão cada vez mais cedo nas mãos dos meninos e das meninas. Podemos considerar que os celulares, tablets e computadores influenciam ou aumentam o nervosismo nas crianças?



Cynthia Julie Valadão - Sim, podemos. Já existem inúmeros trabalhos publicados que comprovam os prejuízos trazidos pelo uso excessivo da tecnologia pelas crianças, a exemplo do artigo "Principais prejuízos biopsicossociais no uso abusivo da tecnologia na infância: percepções dos pais", publicado na Revista Multidisciplinar e de Psicologia, em julho de 2020. Na realidade, é importante que o uso seja limitado, de acordo com a idade da criança, para que esses prejuízos sejam minimizados.



Meu Catavento Colorido - Qual a orientação que você pode deixar para os adultos que têm observado as crianças mais nervosas ou estressadas?



Cynthia Julie Valadão - Acolhimento. Todos nós estamos exaustos após tanto tempo de isolamento, a diferença é que as crianças ainda estão desenvolvendo sua percepção acerca do que está sentindo e vivenciando. Isso faz com que elas não reconheçam o que estão sentindo, o que torna essencial que os adultos as auxiliem neste momento. Conversar acerca da situação e dos sentimentos faz com que a criança compreenda o momento que estamos passando, sua delicadeza e importância, se sintam mais seguras e confiem na sua rede de apoio familiar.






Tarsilinha e as cores

 




Conhecer a beleza das cores que compõem as pinturas de Tarsila do Amaral é um privilégio. Em Tarsilinha e as Cores, a exuberância da fauna e da flora retratada nos quadros da mais famosa artista plástica brasileira despertará o olhar infantil para o aprendizado.



O livro permite que as crianças acessem o universo da arte por meio da contemplação da vida e da obra dessa grande artista, e tem muito a ensinar, abrindo as portas da criatividade para que os pequenos possam se interessar pela arte.



Tarsilinha e as cores foi escrito pelas autoras Patrícia Engel e Tarsilinha do Amaral (bisneta da artista) com lindas e coloridas ilustrações de Cris Alhadeff. Um livrinho fascinante!



Livro: Tarsilinha e as cores


Autoras: Patrícia Engel e Tarsilinha do Amaral


Ilustrações: Cris Alhadeff


Editora: Melhoramentos





Que horas são?


Existe hora para tudo, não é mesmo? Hora de dormir, hora de acordar, hora de escovar os dentes, hora de pentear os cabelos, hora de comer, hora de beber água... hora de brincar!

Mas, que horas são agora? Está na hora de fazer o quê? Essa é a dúvida que está neste pequeno, mas muito divertido livro, voltado para crianças dos três aos cinco anos. Que horas são? Vem descobrir!

Livro: Que horas são?


Autora: Daniela Kulot


Editora: Telos (1ª edição)



Por que não posso?

 




Impor limites às crianças pode ser desafiador! É uma questão que mexe com muitos de nós pais e educadores em geral. Afinal, à medida que as crianças crescem, é importante também estimular a autonomia. E aí as linhas dos limites podem se tornar confusas tanto para quem educa quanto para a própria criança. Como fazer?  Qual a importância das regras para crianças?



A dica de livro de hoje aborda justamente essas questões. De maneira lúdica e sensível a autora Sue Graves apresenta às crianças diferentes emoções e aspectos do comportamento. Elas aprenderão que é preciso obedecer às regras de seus pais e professores para que todos possam se divertir e aprender juntos.



Um livrinho simples e  interessante para essa fase da vida tão confusa e delicada. Não deixe de ler!



Livro: Por que não posso?


Autora: Sue Graves


Editora: Moderna  






Cinderela


Uma história que encantou, encanta e ainda vai encantar muitas crianças. Assim é o livro Cinderela. Embora tenha diferentes versões, a mais conhecida é a de Charles Perrault, escritor francês, publicada em 1647. Faz tempo, né? 

Você sabia que essa história é baseada no conto da Gata Borralheira? A jovem Cinderela era filha de um rico comerciante. Após a morte do pai, Cinderela passou a viver com a madrasta e as suas duas filhas. Por inveja da beleza da Cinderela, as três transformaram a jovem em uma serviçal. 

Mas, após muito sofrimento, o que aconteceu? A Cinderela conheceu um príncipe! E aí? Aí eu só te digo uma coisa: leia este livro para uma criança! 

Livro: Cinderela 

Autor: Charles Perrault (obra original) / Cristina Marques (obra sugerida) 

Coleção: Clássicos Todolivro



“É preciso criar um ambiente propício para a leitura"

 

A Profª Antonia ressalta o valor da leitura
nos anos escolares


A maioria dos amantes da leitura afirmam que ela permite sonhar, enfrentar medos, vencer angústias, desenvolver a imaginação, viver outras vidas, conhecer outras civilizações, abrir os olhos e a mente para outras culturas, sociedades e realidades.



Mas, em geral, pesquisas invariavelmente apontam que crianças e jovens brasileiros ainda não leem o bastante. Segundo a 5.ª Pesquisa Retratos da Leitura no Brasil, coordenada pelo Instituto Pró-Livro em parceria com o Itaú Cultural e feita pelo Ibope, realizada com 8.076 pessoas, em 208 municípios, entre outubro de 2019 e janeiro de 2020, 48% dos brasileiros não leem. Um número expressivo!



Mas, como as escolas podem trabalhar o valor da leitura com suas crianças e jovens? Qual a importância desse hábito nos anos escolares? Segundo a professora Antonia Brandão, especialista em Letramento e Alfabetização, além de despertar para o mundo ao seu redor, a leitura é vital para desenvolver capacidades, ampliar vocabulário e aprimorar a criatividade das crianças. “A criança que lê, aprende com mais facilidade qualquer coisa. A leitura melhora a forma de comunicação, tornando-a mais clara e de fácil entendimento, consequentemente facilitando o desenvolvimento intelectual e social da criança”, afirma a educadora.



A pesquisa ainda aponta que 11ª é a posição que a leitura de livros ocupa na lista do que as pessoas gostam de fazer no tempo livre. Televisão, internet, música, redes sociais como o Whatsapp, são algumas das atividades que vem antes da leitura do livro. Nesse contexto,  é preciso pensar como a escola e a família podem colaborar e possibilitar um ambiente propício para os leitores em formação.O livro didático e os de literatura são recursos muito utilizados por mim. Uso mais os livros de literatura de forma individual e ou coletiva mostrando para as crianças a importância que o livro pode ter na vida de todos. A literatura transporta o aluno para além da sala de aula, estimula a imaginação, melhora o conhecimento de “mundo” e, como já disse, melhora o vocabulário, ajuda a compreender o que acontece a sua volta”.


Imagem:Pixabay


Para o professor José Gomes, especializado em Tecnologia Educacional e docente há mais de 20 anos, a importância da escola em países como o Brasil é maior do que nos países do chamado primeiro mundo, onde as pessoas naturalmente leem mais. “Nós não somos uma sociedade leitora, por isso, não podemos esperar que o exemplo venha da família. A escola tem o papel de entrar na vida do estudante para transformar esse cenário. É preciso criar um ambiente propício para a leitura. Nós temos que dar o exemplo e despertar a curiosidade dos jovens”, argumenta.




*Antonia Brandão é professora da rede municipal em Lauro de Freitas, licenciada em História pela UNEB (Universidade do Estado da Bahia) e especializada em Alfabetização e Letramento pela Universidade São Luis.



*José Gome é professor do Ensino Médio de Língua Portuguesa, Redação e Língua Inglesa, especializado em Mídias na Educação e em Tecnologia Educacional pela UESB (Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia).





Cabe na mala

 




“A vaca vai à vila. O cavalo vai à vila. O cavalo leva a maleta de pano. A mala de lona leva o tatu. A maleta de pano leva a cutia.”



Cabe na mala conta o passeio de uma vaca e um cavalo que vão à vila e levam malas. O que caberá em suas malas? Um livro para crianças pequenas que traz lindas e delicadas ilustrações bem coloridas, com contornos largos, representando cada objeto e animal citados no texto.



Apresentando personagens bem brasileiras, inseridas em uma história curta e imaginativa. O texto é simples mas com uma riqueza de possibilidades para brincar com seus pequenos ao mesmo tempo que alfabetiza. Vale à pena!



Livro: Cabe na mala


Autora: Ana Maria Machado


Editora: Salamandra


Ilustrações: Claudius Ceccon





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