Educação para a preservação

 

Paulo Serra e seu personagem Mero

A chamada crise climática tem lançando questionamentos sobre nosso modo de vida e a forma como consumimos. De acordo com um estudo de 2018 publicado pela Organização Mundial de Saúde (OMS), as crianças fazem parte de um dos grupos mais vulneráveis diante desse contexto adverso das mudanças climáticas. Doenças respiratórias causadas pelo aumento da poluição, eventos climáticos extremos como inundações, furacões e tsunamis têm afetado cada vez mais a qualidade de vida das crianças e suas famílias.



Mas, como construir uma consciência nas próprias crianças da necessidade vital de preservação do meio ambiente para que elas próprias tenham um futuro mais saudável? Para ativistas das questões de preservação da vida no planeta, é imperativo educar as crianças e jovens para cuidar dos nossos recursos naturais. “O nosso planeta terra é nossa única casa, nossa casa comum. E o homem é o único ser que agride e destrói o meio ambiente. É preciso trabalhar a consciência dos jovens neste sentido. Muitos recursos que a terra nos dá, não são renováveis, como os minérios por exemplo. É preciso fazer um trabalho neste sentido”, argumenta o cartunista e educador ambiental Paulo Serra.

Ilustração Pixabay


Segundo Serra, a educação ambiental deveria ser uma prática comum nas escolas e não apenas se restringir ao professor de ciências ou campanhas pontuais de reciclagem ou comemorações do dia do meio ambiente, por exemplo. “Educação ambiental precisa ser interdisciplinar. É preciso capacitar os professores de todas as áreas para que haja um trabalho consistente com as crianças.”



O educador alerta ainda que esse trabalho não deve ficar exclusivamente no âmbito escolar. A família tem um papel importante em fazer o jovem pensar no futuro e no quanto as ações tomadas hoje, impactam diretamente no amanhã. “O exemplo dos pais pesa muito. A força do exemplo é fundamental. O não jogar lixo no chão, o respeito pelos animais, o gerir recursos naturais de maneira responsável, como economizar água, luz e alimentos. Parecem pequenas ações, mas são nessas ações do dia a dia que a percepção de mundo das crianças vai se formando”, argumenta Serra.



Serra desenvolve um trabalho com crianças nessa perspectiva utilizando desenhos e cartuns em oficinas de conscientização. Ele  usa o Mero, seu personagem mais famoso, para falar sobre temas ecológicos (a exemplo da poluição das águas e da coleta seletiva de lixo) de forma mais atrativa.  “O lúdico sempre prende a atenção e é esse tipo de ferramenta que eu uso para despertar nos pequenos esse olhar carinhoso e cuidadoso para com o nosso planeta.”




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