Vacinação infantil: garantia de proteção, cuidado e amor

Maria Júlia e João Miguel - Foto: Arquivo da família
Maria Júlia e João Miguel - Foto: Arquivo da família

A pequena Maria Júlia, de 1 ano, nem sabe, mas ela já está imune a diversas doenças. Desde que nasceu, a mamãe da Maju - como a pequena é chamada pela família - não deixa passar uma data importante e cuida para que o cartão de vacinação da filha esteja devidamente preenchido, faça chuva ou faça sol. “Para mim, a vacinação infantil é de extrema importância, porque ela previne contra vários problemas de saúde”, afirma Juliana Passos. Maju não está sozinha. Ao lado dela está João Miguel, o irmão mais velho, de apenas 7 anos.

Mas, você pode estar se perguntando qual é mesmo a importância da vacinação nos primeiros anos de vida. Independente do período, as vacinas ajudam a prevenir doenças e a estimular o sistema imunológico a se defender de vírus e bactérias. Porém, quanto mais cedo a vacinação acontecer, melhor será a resposta do organismo, que ficará protegido contra os agentes infecciosos.

Para quem não sabe, a vacinação no Brasil foi instituída em 1804, quando a varíola assolava o país. Com as ações de vacinação, os últimos casos desta doença foram registrados em terras brasileiras em 1971, e em 1980 foi declarada a erradicação da doença. Porém, até isto acontecer, cerca de 300 milhões de pessoas morreram no mundo, de acordo com dados da Organização Mundial da Saúde (OMS).

Embora a vacinação de adultos e idosos seja eficiente, é importante destacar que as crianças, por estarem com as defesas imunológicas em processo de formação, são as mais suscetíveis às doenças. “Quando João Miguel começou a tomar as vacinas, eu ficava com pena de ver ele ‘sofrendo’ e chorava junto com ele. Com o decorrer do tempo, eu fui vendo que ali não era sofrimento, mas sim algo necessário para que ele estivesse prevenido de problemas maiores. Agora nós estamos na esperança de que as crianças pequenas também possam ser vacinadas contra o novo coronavírus”, diz Juliana.

Conforme o site oficial do Ministério da Saúde, são oferecidas 18 vacinas às crianças e aos adolescentes. Para que você possa conhecer e checar se os seus filhos estão com o cartão de vacinação atualizado, nós reproduzimos a lista. Confira:

BCG: Protege contra formas graves de tuberculose, meníngea e miliar. A vacina é composta por uma bactéria viva atenuada e deve ser administrada uma dose única ao nascer.

Hepatite B - Imuniza contra a hepatite B. É composta por antígeno recombinante de superfície do vírus purificado. Deve ser administrada, por via intramuscular, uma dose ao nascer, o mais precocemente possível, nas primeiras 24 horas, preferencialmente nas primeiras 12 horas após o nascimento, ainda na maternidade.

DTP+Hib+HB (Penta) - Vacina utilizada no combate à difteria, tétano, coqueluche, Haemophilus influenzae B e hepatite B. Devem ser administradas, por via intramuscular, três doses, aos dois, quatro e seis meses de idade, com intervalo de 60 dias entre as doses, mínimo de 30 dias.

Poliomielite 1,2,3 (VIP - inativada) - A vacina é administrada em três doses e é composta pelo vírus inativado tipos 1, 2, e 3 no combate à poliomielite. A primeira dose dever ser administrada aos dois meses, a segunda aos quatro meses e a terceira dose aos seis meses de vida da criança. A orientação é aplicar injeção em intervalo máximo de 60 dias e o mínimo de 30 entre uma e outra por via intramuscular.

Pneumocócica 10 valente (Pncc 10) - Vacina administrada no combate à Pneumonias, Meningites, Otites e Sinusites pelos sorotipos que compõem a vacina. O esquema vacinal consiste na administração de duas doses e um reforço. A primeira deve ser administrada aos dois meses de idade, a segunda aos quatro e o reforço aos 12 meses. A administração é realizada por via intramuscular.

Rotavírus humano G1P1 (VRH) - Protege contra a diarreia causada pelo rotavírus. Devem ser administradas duas doses, aos dois e quatro meses de idade, por via oral.

Meningocócica C (conjugada) - Protege contra a meningite meningocócica tipo C. Devem ser administradas, por via intramuscular, duas doses, aos três e cinco meses de idade e um reforço aos 12 meses.

Febre Amarela (Atenuada) – Protege contra a febre amarela. Deve ser administrada, por via subcutânea, uma dose aos nove meses de vida e uma dose de reforço aos quatro anos de idade.

Poliomielite 1 e 3 (VOP - atenuada) - A vacina protege contra o poliovírus tipo 1 e 3 e, é administrada como reforço, por via oral, sendo o primeiro realizado aos 15 meses e o segundo aos quatro anos de idade.

Difteria, Tétano, Pertussis (DTP) - Esta vacina protege contra a difteria, tétano e a coqueluche e é administrada como reforço, por via intramuscular, sendo o primeiro realizado aos 15 meses e o segundo aos quatro anos de idade.

Sarampo, Caxumba, Rubéola (SCR) - Composta pelo vírus vivo atenuado do sarampo, caxumba e rubéola. A primeira dose deve ser administrada, por via subcutânea, aos 12 meses de idade e o esquema de vacinação deve ser completado com a administração da vacina tetra viral aos 15 meses de idade (corresponde à segunda dose da vacina tríplice viral e à primeira dose da vacina varicela).

Sarampo, Caxumba, Rubéola, Varicela (SCRV) - Vacina composta pelo vírus vivo atenuado do sarampo, caxumba, rubéola e varicela. Corresponde a segunda dose da vacina tríplice viral e deve ser administrada aos 15 meses de idade por via subcutânea.

Hepatite A (HA) - A vacina que combate a doença de mesmo nome é um antígeno do vírus da hepatite A, inativada. Deve ser administrada uma dose aos 15 meses de idade por via intramuscular.

Varicela - A varicela é composta do vírus vivo atenuado da varicela. Deve ser administrada, por via subcutânea, uma dose aos quatro anos de idade. Corresponde à segunda dose da vacina varicela, considerando a dose de tetra viral aos 15 meses de idade.

Diftéria, Tétano (dT) - Vacina que protege contra a diftéria e tétano. Deve ser administrada, por via intramuscular, a partir de sete anos de idade. Se a pessoa estiver com esquema vacinal completo (três doses) para difteria e tétano, administrar uma dose a cada 10 anos após a última dose.

Papilomavírus humano (HPV) - Vacina responsável por combater o Papilomavírus Humano 6, 11, 16 e 18 (recombinante). Devem ser administradas, por via intramuscular, duas doses, com intervalo de seis meses entre as doses, nas meninas de 9 a 14 anos de idade (14 anos, 11 meses e 29 dias) e nos meninos de 11 a 14 anos de idade (14 anos, 11 meses e 29 dias).

Pneumocócica 23-valente (Pncc 23) - Esta vacina é indicada no combate à Meningites bacterianas, Pneumonias, Sinusite etc. Deve ser administrada, por via intramuscular, uma dose em todos os indígenas a partir de cinco anos de idade sem comprovação vacinal com as vacinas pneumocócicas conjugadas.

Influenza - Vacina que protege contra a influenza. Deve ser administrada, por via intramuscular, uma ou duas doses durante a Campanha Nacional de Vacinação contra Influenza, conforme os grupos prioritários definidos no Informe da Campanha.

E, então, como está o cartão de vacinação dos seus filhos?



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