“A música tem um poder lúdico”

 

Foto Acervo Be Happy Music Club
Um mundo onde todas as crianças com deficiência podem acessar o poder positivo da música! Essa é a proposta da ONG Be Happy Music Club, pioneira no uso da música para melhorar o bem-estar de crianças com deficiência ajudando-as a se reconectarem com suas famílias e comunidades. A organização surgiu em 2016 por ideia do publicitário cearense André Comaru durante uma viagem às ilhas Fiji.



André reside na Austrália desde 2009. Morou em Fiji como voluntário por um ano em 2016, e foi nessa época que recebeu um convite para tocar música para 25 crianças na Fiji School for the Blind (Escola para Cegos de Fiji), em Suva, capital do país. Depois dessa bela experiência, André se inspirou para fundar a Be Happy Music Club. “Toquei para as crianças e nos primeiros minutos percebi que a música trouxe um benefício físico e mental muito claro. Daí em diante, comecei a pensar na metodologia de um projeto musical para ajudar aquelas crianças e em como tornar o projeto sustentável, que não dependesse de mim, já que eu precisaria voltar para a Austrália.”



O projeto se tornou uma ONG, conseguiu apoio da Embaixada Australiana, do Ministério de Educação e Arte de Fiji, entre outros apoiadores. “Nós oferecemos a musicoterapia, como forma de tratamento, e a musicalização como forma de inclusão social para crianças com deficiência física, visual, surdez e perda auditiva, distúrbios de fala e linguagem, Síndrome de Down, Autismo e Paralisia Cerebral. E nesses anos percebemos a evolução delas em diversos níveis.

Foto Acervo Be Happy Music Club
Hoje, depois de quatro anos e meio, cinco escolas atendendo mais de duzentas crianças nas ilhas Fiji, a Be Happy Music Club iniciará suas atividades no Brasil. Em Fortaleza, capital do Ceará, a organização conta com a parceria do Instituto Povo do Mar (IPOM), que atende 500 crianças em situação de vulnerabilidade social, e iniciou o processo de diagnóstico daquelas com algum tipo de deficiência. Após isso, elas receberão tratamento de musicoterapia e musicalização a fim de desenvolver o bem-estar físico e mental, além de promover a inclusão social nas comunidades.



“A música tem um poder lúdico que vem de dentro para fora e nos conecta conosco e com as pessoas ao nosso redor. Ela é essencial para estabelecer conexões interpessoais entre a comunidade, a família e, acima de tudo, com o amor”, afirma André.



Pedro e Tina (uma amizade muito especial)

 


Pedro fazia tudo torto. Se quisesse desenhar uma linha, ela saía torta. os cordões de seus sapatos nunca estavam bem amarrados. Já Tina fazia tudo certinho. Um dia, eles se encontraram e Pedro ficou encantado com o jeito de Tina fazer tudo certinho, mas Tina bem que gostaria que tudo que fizesse não fosse tão perfeito.





A história de Pedro e Tina nos mostram como as características de cada pessoa podem contribuir para melhorar uma amizade. Cada um com suas características, complementando o outro. Um texto no qual o autor Stephen Michael King trabalha a descrição de personalidades e habilidades, explorando as noções espaciais e a atividade criativa, sempre acompanhado de lindas ilustrações que conferem à leitura um ritmo especial. Imperdível!




Livro: Pedro e Tina (uma amizade muito especial)


 



AutorStephen Michael King




Editora: Brinque-Book

 



O sapato que miava

Era uma vez uma senhora que se chamava dona Velha. Ela morava em uma casa velha e tinha um gato que vivia dentro do seu sapato. Dona Velha resolveu ir à feira e, sem perceber, calçou o sapato com o gato dentro. A cada passo, o gato miava e miava e miava e miava...

No meio do caminho, dona Velha encontrou um velho que estava com um cachorrinho. Ao perceber que seria presa fácil, o gato saiu pulando dentro do sapato da dona Velha, sendo seguido pelo cachorro do velho. Que confusão!

Será que o cachorro vai pegar o gato? Será que o sapato vai voltar para o pé da dona Velha? E o velho e a velha?

Eita história divertida que vai dar muito pano para manga!

Livro: O sapato que miava

Autora: Sylvia Orthof

Ilustrações: Ivan Zigg

Editora: FTD



O anel da tartaruga

 


A tartaruga Juliana sente-se especial por causa do anel que tem na cintura, o qual ela acredita ser uma joia. Com a ajuda de um esperto salmão, ela descobre que o mar está repleto de lixo, que compromete a vida dos animais marinhos, inclusive a dela (seu anel nada mais é do que um anel de garrafa PET, que a deformou, impedindo-a de desovar). Mas, em vez de desanimar com essa descoberta, ela toma uma atitude para que seus amigos não sejam prejudicados, como ela foi.




Esse lindo livrinho do autor César Obeid retrata os problemas causados pelo lixo no meio ambiente. Provoca uma reflexão acerca do bullying, abandono, aprendizado, mas no fim fica uma mensagem positiva de superação e aprendizagem com os erros! Muito importante para os pequenos em formação!



Livro: O anel da tartaruga


Autor: César Obeid


Ilustradora: Marília Pirillo


Editora: FTD



Não!

Quem tem cachorro sabe a alegria que um animal de estimação traz para toda a família. Dá até para ver quando eles estão felizes ou tristes (já percebi, por exemplo, cachorro dando risada). Mas, e do ponto de vista dos bichinhos, como será que eles se sentem?

Não é um cachorro muito alegre que acredita sempre estar agradando a família que o acolheu. Ele acredita que se sujando na lama fica ainda mais bonito, que pode roer as meias e chinelos, que pode rasgar roupas e por aí vai. Ele não sabe que isso é tão errado e, como sempre escuta Não! acha que está que esse é o próprio nome.

Esse livro é super divertido e vai fazer os pequenos darem muita risada. Aproveite e leia com eles!

Boa leitura!

Livro: Não!

Editora: Brinque-book (1ª edição - 17 de maio de 2012)

Autora: Marta Altés

Ilustração: Gilda de Aquino


Do outro lado da tela: crianças se adaptam à realidade das aulas remotas

Tiago Rodrigo se dedica aos estudos e busca concentração nas aulas remotas
Tiago Rodrigo tem 10 anos e está no 6º ano do Ensino Fundamental II. Este ano, ele mudou de escola, mas, como em 2020, Tiago está tendo aulas na modalidade online. "Eu prefiro as aulas presenciais. Embora eu esteja conhecendo os meus novos colegas, pois eu estou no grupo da escola, eu prefiro estar perto deles" conta.

Assim como para Tiago, as aulas remotas são uma realidade para milhões de estudantes em todo o país, medida encontrada para manter o ensino mesmo em meio à pandemia. Uma pesquisa realizada pela Associação Brasileira de Educação a Distância (ABED) aponta que 67% dos estudantes se queixam das dificuldades em organizar e em estabelecer uma rotina de estudos. Inclusive, na pesquisa, a rotina escolar é apontada como uma das principais saudades dos alunos.

De acordo com a professora de Filosofia dos Ensinos Fundamentais I e II, Rosângela Martins da Conceição, as aulas remotas são o recurso disponível diante da realidade atual, mas que não irão substituir as aulas presenciais. "Entre os principais desafios estão o contato físico, as dúvidas que surgem e os problemas tecnológicos. 'A conexão não está boa, faltou energia o celular descarrego', entre outros", afirma.

Mas, como tudo tem o lado bom, a tecnologia também tem sido aliada neste processo. "Eu tenho aprendido muitas coisas novas", afirma Tiago, que conta de perto com o acompanhamento dos pais na realização das tarefas. A presença dos pais no processo de aprendizagem dos filhos é fundamental, seja presencialmente, seja à distância. "Os pais devem incentivar o máximo que puderem, para que as crianças não fiquem no ócio, com ansiedade, sem perspectiva de vida. Está sendo difícil para todos", assevera a professora Rosângela.

Para ajudar as crianças a melhor compreenderem os assuntos, bem como na concentração durante as aulas, a professora Rosângela tem apostado em muita criatividade. "As crianças não estão maduras. Assim, torna-se necessário que pais e professores vejam uma forma de atingi-los. A ludicidade pode ajudar também: muita criatividade, paciência e empatia", orienta.

E para você e as crianças, como tem sido este momento de adaptação às aulas remotas?





O menino que perguntava

 


Este é um garoto muito curioso, que não para de perguntar. Na escola, o braço sempre levantado, as perguntas pulando boca afora. "Onde já se viu tanta pergunta?", diz a professora Lourdes, endoidecida. Mas o menino não tem jeito, já responde perguntando: "Há tantas perguntas no mundo... Como as professoras sabem todas as respostas?"



Um dia chega o circo. “Tem pulga saltadora? Macaco? E elefante?” – e o menino conhece o palhaço Epifânio, que lhe prega uma peça, e a equilibrista vestida de azul – "Será que ela vai gostar de mim?" Em suas andanças de perguntador pela cidade, caderno espiral e lápis debaixo do braço para anotar tudo, descobre uma porção de coisas. Entre elas, que seu avô José Maria também adora fazer perguntas e que o garoto mais malvado da escola é na verdade muito legal. Um livrinho super divertido com ilustrações maravilhosas!



Livro: O menino que perguntava



Autor: Ignácio de Loyola Brandão



Editora: Companhia das Letrinhas





Viviana Rainha do Pijama

Quem, quando criança, nunca pediu aos pais para fazer uma festa do pijama? Quando a brincadeira é liberada e os amiguinhos são convidados, essa é uma noite que ninguém dorme, mesmo todos vestidos de pijama.

Viviana, uma alegre menininha, ama pijamas e começou a pensar o que os bichinhos vestem para dormir. Mas, será mesmo, Viviana, que os bichinhos vestem pijamas? E se vestirem, como serão? Vamos descobrir junto com a Viviana?

Boa leitura!

Livro: Viviana Rainha do Pijama
Autor: Steve Webb
Editora: Salamandra (1ª edição - 1º de janeiro de 2006)



O lenço

 


Você sabe para que serve um lenço? Eu já descobri. Posso contar para você? Uma menina encontra um lenço na gaveta da mãe, e com ele mil possibilidades: o lenço se transforma numa vela, num manto, num vestido e no que mais a imaginação mandar, mostrando que todo objeto cotidiano tem seu lado lúdico.



A menina usa o lenço para dar vazão à sua criatividade. Dessa maneira, esse objeto comum e corriqueiro tem seu significado ampliado e modificado a cada nova transformação: uma vela, um penteado, um vestido de princesa, um manto real. De maneira graciosa e sutil, a autora faz uma homenagem à imaginação infantil. A autora Patricia Auerbach cativa o leitor com imaginação e brincadeiras! Mais um livrinho imperdível!



Livro: O lenço



Autora/Ilustradora: Patricia Auerbach



Editora:Brinque-Book





Cara de quê?

Que cara é essa? Cara de quê? Eita que essas perguntas são comuns, não é mesmo? Comuns são também as emoções que, ao expressarmos, fazemos as mais diversas caras: às vezes de alegria, às vezes de tristeza, às vezes estamos cansados, às vezes elétricos, às vezes chateados, às vezes tranquilos, às vezes nervosos... que cara é a sua agora?

O livro "Cara de quê?" que indicamos hoje, vai ajudar a ensinar as crianças a descobrirem e reconhecerem as emoções nas outras pessoas. Ao olhar para o rostinho dos irmãos, dos amiguinhos e dos adultos que cuidam deles, os pequenos vão saber identificar o que pode estar acontecendo.

Confira!

Livro: Cara de quê?

Editora: Catapulta (edição - 10 de abril de 2019)

Faixa etária: bebê até 3 anos


Lei Escola Verde: uma lição de cidadania

 



Mesmo fechadas por causa da pandemia de coronavírus, as escolas públicas de Salvador dão lição de cidadania. Desde novembro passado, professores das redes municipal e estadual participaram da redação de um projeto de lei de iniciativa popular que proíbe o acúmulo de lixo no entorno das escolas: é a Lei Escola Verde



A iniciativa popular é um projeto de lei apresentado à Câmara Municipal que tem a população como autora. A iniciativa é do movimento Canteiros Coletivos, que coordena desde 2018 o Projeto Escola verde com Afeto, articulação comunitária de escolas públicas para a troca dos depósitos irregulares de lixo por espaços arborizados. Seis escolas conseguiram, com o apoio do Projeto, arborizar o seu entorno e doze escolas receberam, da equipe do Canteiros Coletivos, um workshop com orientações para fazer a transformação necessária.



O Projeto de Lei redigido prevê a proibição do descarte inadequado de lixo no entorno das escolas e a arborização e criação de espaços verdes, estabelecendo sanções para quem causar qualquer dano a árvores, canteiros e hortas localizados nas proximidades das escolas. As principais justificativas dizem respeito à insalubridade proporcionada pela presença do lixo no entorno das escolas, que são por excelência locais de formação das novas gerações.



“Já é comprovado. O ambiente mais agradável favorece a aprendizagem. Se esse projeto for aprovado, nossa comunidade terá um bairro mais limpo, sem lixo próximo às escolas. E a cidade terá, consequentemente, um grande ganho, visto que a falta de árvores e o descarte inadequado de lixo afetam diversos pontos da cidade”, argumenta Ana Paula Bittencourt, diretora do C. E. Ailton Pinto de Andrade, no bairro do Lobato.



Vale destacar que crianças que tem contato com a natureza têm mais consciência sobre o valor da vida. Ao proporcionar um maior convívio, facilitando o contato da criança com tudo o que engloba a natureza, você enriquece suas vivências, estimulando-a a valorizar os espaços, a apreciar o mundo natural, com respeito e sentimento de pertencimento.

Imagem: br.freepik.com/por jcomp
“A lei vai influenciar diretamente outras estatísticas de aprendizado, pois quando uma pessoa vê um lugar bem cuidado, desenvolve também a ideia de querer cuidar, e essa vivência é levada para junto da família e da comunidade”, destaca Joilza S. do Vale da Hora, diretora da E. M. Machado de Assis, no bairro de São João do Cabrito.



No momento, o movimento Canteiros Coletivos e os representantes das escolas precisam coletar 100 mil assinaturas para conseguir levar o Projeto de Lei até a Câmara de Vereadores. O número de assinaturas é calculado de acordo com a legislação, que estabelece que é necessário o apoio de pelo menos 5% do total de eleitores locais.



A coleta de assinaturas se dará via Mudamos+, aplicativo que coleta assinaturas eletrônicas em projetos de lei de iniciativa popular. Diferente dos tradicionais sites de abaixo-assinado, o aplicativo foi pensado para o objetivo de apoiar esse tipo de atividade, tendo sido programado para coletar de forma segura dados como nome completo, CPF e título de eleitor de quem apoia, reduzindo o risco de fraudes. Basta fazer o download para IOS ou Android e buscar pelo projeto Escola Verde. Você pode apoiar também!




O que: Projeto de Lei de Iniciativa Popular Escola Verde


Proponente: movimento Canteiros Coletivos


Coordenação: Débora Didonê


Como apoiar: via aplicativo Mudamos+


Mais informaçõeswww.canteiroscoletivos.com.br/leiescolaverde





Minha mão é uma régua

 


O livrinho Minha mão é uma régua mostra como uma menina muito esperta descobre como o próprio corpo funciona para medir coisas e espaços. Quando sua mãe planeja tricotar um vestido novo para ela, usa a própria mão para medir a largura de seus ombros e o comprimento de seus braços.



É assim que ela descobre que pode usar diferentes partes do corpo como parâmetro para medir as coisas a sua volta e o tamanho dos ambientes de sua casa. No final do livro há uma breve apresentação a respeito das medidas que surgiram a partir de determinadas partes do corpo, em diferentes lugares do mundo. Uma linda historinha que vai ajudar as crianças a criarem noção de proporção. Imperdível!



Livro: Minha mão é uma régua



Autora: Kim Seong-Eun



Ilustradora: Oh Seung-Min



Editora: Editora Callis




Policarpo, o inseto desclassificado

Policarpo acabou de sair do ovo e se deu conta que está em meio a uma mata. Na verdade, ele nem sabia que ali era uma mata, já que não encontrou ninguém que pudesse explicar... aliás, pior do que não saber onde está é não saber quem é!

Coitadinho do Policarpo! Sem saber quem é, de onde veio e para onde vai, ele saiu andando sozinho, em busca de alguém que lhe fosse semelhante. Mas, o pior: ele é um inseto raro e não consegue se identificar com ninguém, e nenhum outro inseto se identifica com ele. O que será que vai acontecer com o pequeno Policarpo?

Livro: Policarpo, o inseto desclassificado

Autores: Ana Cecília Carvalho e Robson Damasceno dos Reis

Editora: Formato (7ª edição - 1º de janeiro de 2020)


Caos, o cachorro

 


Caos, o cachorro é a história de cachorrinho abandonado dentro de uma caixa de papelão que passa por poucas e boas até encontrar seu lugar no mundo. A autora Tathyana Viana se inspirou no seu próprio cãozinho Ulisses, para escrever essa linda história!



Caos é um doguinho que deseja muito ter uma boa vida, mas fica na dúvida se prefere a liberdade de morar nas ruas ou o conforto quentinho de ter um lar e um dono. Mas a dúvida se vai quando ele sente o poder do amor!



As ilustrações de Mariana Massarani são um capítulo à parte. Os desenhos conferem vivacidade e realidade à historinha! Um amor! Imperdível!




Livro: Caos, o cachorro



Autora: Tathyana Viana



Ilustradora: Mariana Massarani



Editora: Companhia das Letrinhas


   




                       

365 histórias para ler e sonhar

Contar histórias antes de dormir é como embalar o sonho das crianças, além de fortalecer o vínculo entre os adultos que fazem as leituras e estimular o interesse por livros. Mas, nem sempre os pais lembram ou têm criatividade para contar ou inventar as histórias.

Pensando nisso, a nossa dica de hoje é um livro que apresenta uma história diferente para cada dia do ano: 365 histórias para ler e sonhar. Ah, lembre-se sempre: adulto que lê para uma criança é sempre mais feliz!

Livro: 365 histórias para ler e sonhar

Editora: Ciranda Cultural

Faixa etária: 5 a 8 anos


Seja com a mãe ou com o pai, direitos das crianças devem ser assegurados quando o assunto é a guarda infantil

Se para os adultos passar pelo processo de separação não é fácil, imagine para as crianças que, direta ou indiretamente, acompanham a situação do divórcio dos pais. Neste contexto, meninos e meninas também vão precisar adaptar-se a uma nova realidade: a de morar com um e passar alguns dias na casa do outro.

Para falar sobre este assunto, a equipe do Meu Catavento Colorido entrevistou a advogada Taciane Barros, que explica alguns pontos sobre a guarda das crianças. Confira!

Meu Catavento Colorido - Quando os pais estão "disputando" a guarda dos filhos, quais são os direitos garantidos das crianças? 

Taciane Barros - Inicialmente, é importante frisar que mesmo quando não há a convivência entre os pais, pelo casamento ou união estável, há para estes responsabilidades em relação aos filhos menores, sendo comum a ambos os deveres de sustento, guarda e educação dos filhos, o que abrange o dever de proteção. 

Neste sentido, em qualquer situação onde há a discussão da guarda de filhos menores devem ser observados alguns princípios consignados no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), que conferem maior proteção ao menor. Isso quer dizer que num processo em que se discute a guarda de um filho, o menor não deve ser colocado no centro do conflito, nem reduzido a um objeto de disputa.

Pelo Princípio da Proteção Integral, que está positivado na Constituição Federal e no ECA, à criança e ao adolescente são assegurados todos os diretos fundamentais (educação, saúde, alimentos e outros). Com isso, durante a “disputa” da guarda não pode ser negado à criança o gozo destes direitos pelos seus pais, eles não devem servir de barganha ou moeda de troca na definição da guarda. 

Meu Catavento Colorido - Dentre os tipos de guarda, uma é conhecida e vista como a melhor, que é a guarda compartilhada. Para que o juiz chegue à conclusão de que esta é a melhor opção, o que, geralmente, é levado em consideração? A opinião das crianças importa? 

Taciane Barros - Aqui será observado outro princípio norteador do Direito da Criança e do Adolescente, que é o Princípio do Melhor Interesse da Criança, segundo o qual toda e qualquer decisão que envolva o menor deve ser tomada visando o que for melhor para ele, e que lhe proporcione o pleno gozo dos direitos que lhe são assegurados. 

A guarda compartilhada, hoje colocada como regra geral, como modalidade preferencial pela legislação, permite ao menor a convivência, de forma equilibrada, com ambos os genitores, a manutenção do vínculo afetivo com o pai e mãe, visando o seu pleno e satisfatório desenvolvimento. Nos casos de dissolução do vínculo conjugal em que há a discussão da guarda dos filhos, o juiz observará se o pai e mãe estão aptos a exercer o poder familiar, ou seja, se ambos possuem a capacidade para criar o menor, do ponto de vista financeiro e afetivo; se ambos podem proporcionar ao filho um ambiente de convivência harmônico, seguro, com condições para o seu desenvolvimento físico, psíquico, emocional. Quando os dois possuem condições de proporcionar isso ao filho menor, então será fixada a guarda compartilhada, e os períodos de convivência da criança com cada um de seus genitores serão fixados com base em orientação técnico-profissional ou de equipe interdisciplinar, que deverá visar à divisão equilibrada do tempo. 

Meu Catavento Colorido - Qual deve ser a atitude dos pais para uma guarda compartilhada que não gere insegurança ou distanciamento dos filhos? 

Taciane Barros - Para que a guarda compartilhada alcance o objetivo pretendido, que é resguardar o direito da criança ao convívio familiar e ao desenvolvimento pleno e saudável, os pais devem colocar a criança como prioridade, mesmo quando há entre eles o clima de litigiosidade. Em caso de conflito, os pais não devem usar os seus filhos como escudos (ou como armas), e nem influenciá-los negativamente em relação ao outro. Aqui, mais do que observar o que está prescrito nas leis ou que foi determinado em alguma decisão judicial, deve ser guardado o respeito mútuo e a atenção ao melhor interesse da criança. 

Meu Catavento Colorido - Como advogada, que orientação a senhora pode dar aos pais e às mães que tentam conseguir a guarda dos filhos? 

Taciane Barros - Primeiro, que procurem orientação profissional. E que, dentro do possível, tentem construir um diálogo em torno do que é o melhor para o menor para que cheguem a um consenso sobre a guarda. E, também, que tenham em vista que o que se busca são as melhores condições para o desenvolvimento do seu filho e que isso não será alcançado num ambiente marcado por conflitos, onde a criança não se sente vista, querida, amada e protegida. 




A história verdadeira do sapo Luiz

 


O escritor Luiz Ruffato cria uma releitura para a conhecida história da princesa que beijo o sapo para que ele se transforme num príncipe. Na história de Ruffato, encontramos diversos elementos dos contos de fadas tradicionais: o rei e a rainha são justos e bondosos, as irmãs do rei são invejosas, a princesa é muito bonita e, é claro, existe uma maldição que dizia que quando a princesa estivesse com idade de se casar, ela não encontraria “em canto algum da Terra, um homem capaz de conquistar seu coração.”


As ilustrações de Talita Hoffmann são lindíssimas! Imperdível!



Livro: A história verdadeira do sapo Luiz


Autor: Luiz Ruffato


IlustradoraTalita Hoffmann


Editora: FTD




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A cesta de dona Maricota

Pense em uma cesta recheada de alimentos naturais e nutritivos. Pensou?! É a cesta de dona Maricota, e ela acabou de chegar da feira. Hummmm! Ela trouxe frutas, verduras e legumes... e essa turma (a dos alimentos) está muito animada para falar sobre quais são os benefícios de cada um deles.

A cesta de dona Maricota é a nossa indicação para a leitura de hoje. Se a sua criança não gosta muito de frutas, legumes e verduras, aproveite esta obra divertida para mostrar a importância destes alimentos para a vida e o crescimento dos nossos pequenos.

Boa leitura!

Livro: A cesta de dona Maricota

Autora: Tatiana Belink

Editora: Paulinas (14ª edição - 16 de setembro de 1998)



Heróis à vista


 

Heróis à vista transmite às crianças a importância do compromisso com a cidadania por meio de uma história de cumplicidade e esperança entre uma garotinha e seu cão-guia. Escrito por Márcio Araújo e com ilustrações de Guilherme Alvernaz, a publicação foi inspirada em Boris, cão-guia de Thays Martinez, idealizadora do livro e protagonista no processo de elaboração e aprovação da lei que autoriza o trânsito livre desses animais por todo o Brasil.



O livrinho conta a história de Boris, um cãozinho que desde pequeno sonhava em ser herói assim como seu pai e sua avó, o que significava tornar-se um cão-guia. Depois de enfrentar desafios, como ficar longe da família, e um treinamento pesado, Boris finalmente ganha a missão de ser o guia de Luiza, uma garotinha cega com muitas habilidades e a vontade de ser detetive e viver muitas aventuras pelo mundo.



Heróis à vista, que traz reflexões sobre a prática do desapego e como lidar com as diferenças, desmistifica a deficiência visual, mostrando que pessoas cegas podem ter uma vida normal, pois contam com o desenvolvimento dos demais sentidos e a ajuda de cães companheiros, como no caso de Luiza. Imperdível!



Livro: Heróis à vista


Autor: Márcio Araújo


IlustraçõesGuilherme Alvernaz


Editora: Globinho





 

 

Reinações de Narizinho

Quem nunca ouviu falar do Sítio do Picapau Amarelo? Acho que não vamos encontrar ninguém neste mundo! Quem foi criança nas décadas de 80, 90 ou no início dos anos 2000, com certeza recorda da série que passava na televisão. Mas, você sabe qual foi a obra propulsora para essa série? Não?! Foi o livro "Reinações de Narizinho", de Monteiro Lobato.

Este clássico da literatura infantil brasileira não só impulsionou o Sítio do Picapau Amarelo, como também serviu de inspiração para diversos autores, como, por exemplo, Ruth Rocha, Pedro Bandeira e Ana Maria Machado.

Narizinho é uma menina que assim é chamada por ter o nariz arrebitado. Ela ama jabuticabas e brincar no quintal da casa da vovó, junto com o primo, Pedrinho. A vovó, que ama costurar, faz uma boneca para Narizinho que, magicamente, ganha vida: é a Emília! Esses são apenas alguns dos muitos e ilustres personagens que deixam o livro ainda mais divertido e cheio de encantos.

Vamos ler esse clássico com as crianças?

Livro: Reinações de Narizinho

Autor: Monteiro Lobato

Editora: Biblioteca Azul (Edição de 1º de março de 2014)


Estabelecer rotina é essencial para desenvolvimento infantil

 

Aloma usa o lúdico para estabelecer rotina familiar


Segundo estudos na área de psicologia, programar e estabelecer momentos para fazer as refeições, tomar banho, estudar, estar com a família e para brincar, é claro, auxilia na construção de uma relação familiar mais harmônica e saudável. Para a psicóloga Marízia Cruz, a criança nasce como um livro com todas as páginas em branco. “Essas páginas vão sendo escritas durante os primeiros sete anos, em que se forma a sua personalidade, gerada pelos relacionamentos, e pelo ambiente que traz elementos que ficam registrados por toda a vida. Cabe aos pais, cuidadores, e todos aqueles que convivem com as crianças, dar o contorno a essa “escrita” por estabelecer limites de uma forma lúdica e compreensível para a criança”, analisa.



Para a comunicóloga Aloma Brito, mãe de três filhos em idades diferentes, a rotina é algo essencial para qualquer pessoa. “Na vida de uma criança ou de um adolescente é importante uma organização mínima. Nesse contexto de pandemia, então, é imprescindível. A nossa família vem tentando manter a disciplina. Meus filhos, por exemplo, mesmo tendo aulas de forma virtual, assistem devidamente uniformizados, para que não se perca a referência da convivência em sala de aula com os colegas”, argumenta.



Rotina significa pensar em regularidades de horários e sequências de ações. No caso da comunicóloga, isso pode se tornar um desafio mais significativo. “Para nós, que temos filhos em idades distintas, um adolescente de 15 anos, um pré-adolescente de 11 e a caçula de 4, é um desafio. São necessidades diferentes, eles gostam de coisas diferentes, mas, mesmo nesse contexto, procuramos delegar responsabilidades. Todos têm participação na rotina da casa. A gente se diverte de maneira conjunta, mas as obrigações são coletivas também! Se uma lava, o outro enxuga e o outro guarda."



Aqui no Meu Catavento Colorido, sempre estimulamos o acesso a leitura. A psicologia aponta que os livros podem ser fonte de inspiração para que pais e filhos encontrem ajudas para a organização do seu dia a dia. Muitas obras infantis ajudam a visualizar conflitos nas rotinas familiares e apresentam, com narrativas sensíveis e belas ilustrações, diferentes soluções para o desenvolvimento de hábitos e rotinas. A leitura faz parte da nossa disciplina. Eu procuro incutir, desde a tenra infância, o gosto pela leitura. A leitura tem um papel importante no estabelecimento de relações, no comunicar, em ter referências positivas, argumentos”, conclui Aloma. 



Principalmente nos tempos em que vivemos, para as crianças, a repetição de tarefas, com horários definidos durante a semana como tomar banho, almoçar, jantar, entre outras, ajuda a oferecer mais estabilidade e conforto e ainda pode evitar comportamentos ansiosos. Não é uma tarefa fácil, mas é possível!

 


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