Do outro lado da tela: crianças se adaptam à realidade das aulas remotas

Tiago Rodrigo se dedica aos estudos e busca concentração nas aulas remotas
Tiago Rodrigo tem 10 anos e está no 6º ano do Ensino Fundamental II. Este ano, ele mudou de escola, mas, como em 2020, Tiago está tendo aulas na modalidade online. "Eu prefiro as aulas presenciais. Embora eu esteja conhecendo os meus novos colegas, pois eu estou no grupo da escola, eu prefiro estar perto deles" conta.

Assim como para Tiago, as aulas remotas são uma realidade para milhões de estudantes em todo o país, medida encontrada para manter o ensino mesmo em meio à pandemia. Uma pesquisa realizada pela Associação Brasileira de Educação a Distância (ABED) aponta que 67% dos estudantes se queixam das dificuldades em organizar e em estabelecer uma rotina de estudos. Inclusive, na pesquisa, a rotina escolar é apontada como uma das principais saudades dos alunos.

De acordo com a professora de Filosofia dos Ensinos Fundamentais I e II, Rosângela Martins da Conceição, as aulas remotas são o recurso disponível diante da realidade atual, mas que não irão substituir as aulas presenciais. "Entre os principais desafios estão o contato físico, as dúvidas que surgem e os problemas tecnológicos. 'A conexão não está boa, faltou energia o celular descarrego', entre outros", afirma.

Mas, como tudo tem o lado bom, a tecnologia também tem sido aliada neste processo. "Eu tenho aprendido muitas coisas novas", afirma Tiago, que conta de perto com o acompanhamento dos pais na realização das tarefas. A presença dos pais no processo de aprendizagem dos filhos é fundamental, seja presencialmente, seja à distância. "Os pais devem incentivar o máximo que puderem, para que as crianças não fiquem no ócio, com ansiedade, sem perspectiva de vida. Está sendo difícil para todos", assevera a professora Rosângela.

Para ajudar as crianças a melhor compreenderem os assuntos, bem como na concentração durante as aulas, a professora Rosângela tem apostado em muita criatividade. "As crianças não estão maduras. Assim, torna-se necessário que pais e professores vejam uma forma de atingi-los. A ludicidade pode ajudar também: muita criatividade, paciência e empatia", orienta.

E para você e as crianças, como tem sido este momento de adaptação às aulas remotas?





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